
Realização do jogo que deveria ter ocorrido no sábado anterior. Por motivo de lesão ou compromissos pessoais, tínhamos apenas 12 ou 13 elementos para esta deslocação à Benedita, pelo que duas horas antes do jogo o Nuno Sousa decidiu incorporar um elemento que não faz parte do grupo: o Paulo “Azeitona”. O Paulo fez toda a sua formação nas camadas jovens do Ginásio Clube de Alcobaça na década de 1980, tendo sido companheiro de equipa de alguns dos elementos que compõem os veteranos de ambas as equipas.
Ambas as equipas conhecem-se bem, pois muitos dos jogadores que as compõem foram colegas no seu percurso futebolístico. O Beneditense, já o sabíamos, possui jogadores de elevada valia técnica. É uma equipa que troca muito bem a bola, que ataca muito pelas laterais de forma bastante rápida e que mete sempre muitos homens no ataque, conseguindo frequentemente lances de superioridade numérica.
Pelo dispositivo táctico, forma de jogar e entrega ao jogo, foi um autêntico Benfica vs. Benfica. Ganhámos nós, como podiam ter ganho eles! Aceita-se a nossa vitória, como se aceitaria a vitória do Beneditense. Nenhuma das equipas foi superior à outra.
Nós sabíamos que teríamos de “arregaçar as mangas” e trabalhar muito para não sairmos da Benedita goleados. No entanto, a experiência também nos diz que estes jogos em que temos poucos elementos são os nossos melhores jogos e os que conseguimos melhores resultados, pois a entrega ao jogo é mais homogénea. Jogámos muito na desmarcação dos avançados, que se fartaram de correr e de trabalhar, numa entrega espetacular, chateando tremendamente a defesa do Beneditense…
Não começámos mal, a atacar e a conseguir perigo junto à área do Beneditense, mas aos 10 minutos o Nuno Sousa dá uma “peruzada” daquelas que não lembra ao diabo… Passado algum tempo, na ressaca de um pontapé de canto o avançado centro do Beneditense fica isolado em frente ao Nuno Sousa que sai a fazer a mancha, defendendo, mas na recarga estava feito o 2-0. Pairava no ar o espetro da goleada…
2-1 surge numa jogada de ataque em que o Abel vai à linha de fundo cruzar, o guarda-redes defende um primeiro remate, gera-se uma grande confusão de ressaltos e ninguém tira dali a bola, que sobrou para o Sérgio Ventura rematar…
A segunda parte foi quase igual à primeira, com excepção de que se “ralhou” muito mais… Demos a volta ao resultado em rápidas jogadas do Rui “Isqueiro” Alexandre que marcou e deu a marcar. Desta feita fez um jogo muito coletivo que se traduziu no resultado final. Os três guarda-redes tiveram bastante trabalho durante todo o jogo (o tal Benfica vs. Benfica)!
O “pobre” do árbitro fez o melhor que pôde e que os atletas o deixaram fazer! É muito difícil conseguir fazer melhor do que fez se a toda a hora os atletas e, sobretudo, o “banco” estiverem a contestar as suas decisões. O homem está lá para fazer o melhor que sabe ou que consegue e atitudes dessas não ajudam nada o seu trabalho.
A terceira parte, a “comezaina”, estava previamente combinado que cada qual pagaria o seu, foi organizada pelos nossos amigos da Benedita e foi 5 estrelas. O frango assado estava divinal!
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